Bem, no caso lá de casa, quem nasceu primeiro foi a ampulária.
Um belo dia, na hora de alimentar os peixes, percebi algum corpo estranho colado ali no cantinho da tampa do aquário. Meio que escondido entre a fiação das lâmpadas. Olhei mais de perto – que diabos era aquilo? – e vi que parecia mais um casulo, ou algo assim. Olhei mais uma vez, um pouco mais de atenção e não era um casulo, eram vários… vários ovinhos!

Quando penso que já era o bastante, vejo que na outra ponta da tampa, entre as lâmpadas, havia mais.
Pois é… OVO DE AMPULÁRIA.
Os ovos estavam secos (não sei se por causa do calor das lâmpadas). Como não desejo ter mais ampulárias – basta a superpopulação dos outros caramujinhos – retirei os ovos e descartei.
Depois disso, passei a manter o aquário com as tampas de vidro, mesmo sabendo que elas podem diminuir a eficiência das lâmpadas. Pelo menos não iria ter mais essas surpresas e nem precisaria, a cada dia, ficar caçando onde a diaba da ampulária iria colocar os ovos.
Ahhh, para quem pensa que são hermafroditas, me parece que não são não! Pelo que vi nesse site, os sexos são separados (agora eu sei o que estava rolando quando eu vi um caramujo se enroscando no outro…).
Teve um dia que, ao acordar, fui dar uma olhada no aquário como de costume. No caminho, ainda sonolento, quase quase piso em um objeto não identificado que estava no chão. Era a mamãe ampulária… toda fechada, ressecada… moribunda. Na dúvida, coloquei num recipiente com água do aquário para ver se dava algum sinal de vida. Depois de um tempo se mexeu e voltou para o aquário. Tinha um pedaço da concha quebrado. Depois desse dia, nunca mais foi a mesma… ficava sempre isolada em um canto, não saia para disputar a comida de fundo que eu coloco para as coridoras, enfim… ficou maluca!
Sim.. voltando… depois que recoloquei o bicho no aquário, saí a investigar o que ela tinha aprontado do lado de fora do aquário… uma verdadeira caça ao tesouro!
Procura aqui, procura acolá… nada de encontrar os ovos da ampulária. Em algum lugar eles estavam, eu tinha certeza… embaixo do móvel, atrás do sofá, em cima da geladeira… nada! Meu Deus, onde estão os ovos???
Depois de vários minutos de busca, achei-los grudados atrás do filtro externo. Isso mesmo… ela saiu do aquário pelo espaço entre a tampa de vidro e a saída de água do filtro, de alguma forma chegou na parte de trás e, como o “terreno” era irregular, depois de desovar, caiu no chão e ficou por lá.
Ontem senti falta dela… das duas, uma: ou morreu ou fugiu denovo e aquele comportamento estranho era fingimento para eu relaxar na vigilância. Estranho ter morrido e desaparecido, porque eu não achava a concha em lugar nenhum do aquário… mas tb era difícil ter saído, já que eu mantinha o aquário fechado com mais cuidado.
Depois de vasculhar as plantas, e com a ajuda de uma lanterna encontrei o cadáver entre umas raízes lá. O corpo da ampulária já estava bastante decomposto e com um fedor terrível que senti ao retirar do aquário.
Nesse período a água estava bastante turva e, pelo visto, uma coisa tem relação com a outra, já que isso melhorou depois que retirei a ampulária morta.
Restou o macho, que pelo menos não bota ovo.















<- essa camada mais escura, abaixo da areia é o tal substrato fértil. Deveria ter por volta de 2cm. Para se ter uma idéia, de areia são cerca de 5cm!